O Discord terá que enfrentar uma ação judicial do estado de Nova Jersey que o acusa de negligência contra a segurança de crianças. O processo, registrado na quinta-feira, 16, alega que o mensageiro adota práticas comerciais enganosas e abusivas, que colocam os jovens em risco frente a predadores e conteúdo violento.


As acusações ainda apontam falha na verificação da idade dos usuários, já que qualquer pessoa pode declarar ter 13 anos ou mais para ingressar na plataforma. O Discord não exige comprovação de idade, então “qualquer criança de 8 anos pode acessar o app dizendo ter 13”, diz a denúncia.
Além disso, os filtros seriam ineficientes, uma vez que o mensageiro não analisa mensagens de amigos por padrão, o que permite que crianças recebam conteúdo inadequado. Além disso, as solicitações de amizade não têm nenhum tipo de restrição, o que deixa perfis de crianças vulneráveis para serem contatadas por qualquer pessoa, incluindo predadores.
Esta é a primeira vez que o Discord enfrenta ação legal movida por um estado. O mensageiro já encarou uma onda de pressões legais de empresas de tecnologia motivadas pelas falhas na proteção de menores na plataforma.
Verificação de idade por reconhecimento facial em fase experimental
Curiosamente, o aplicativo iniciou nesta semana um teste em que faz a verificação de idade por reconhecimento facial. O programa piloto está em andamento no Reino Unido e na Austrália, e pode pedir também um documento para a checagem. A análise é ativada quando o usuário tenta acessar conteúdo sensível.
Em resposta à ação movida pelo estado de Nova Jersey, a porta-voz do Discord, Jillian Susi, se declarou surpresa, pois a empresa mantém diálogo com o governo da província dos EUA.
“Investimos continuamente em ferramentas de segurança e contestamos as alegações do processo. Defenderemos nossa posição na justiça.”
Não custa nada dizer que o Discord não é a única plataforma da web que enfrenta problemas com usuários menores de idade. A questão é um assunto delicado e que está em alta atualmente.
Fonte: The Verge