iPhone 16e tem início forte, mas não é o bastante para salvar Apple na China

O iPhone 16e foi lançado no final de fevereiro com preço mais alto que seu antecessor, o iPhone SE 2022. E, apesar das críticas pelo aumento, parece que o novo celular da Apple agradou mais do que água no deserto. Ou pelo menos é o que indicam dados iniciais de venda, que mostram um aumento de 60% em comparação ao lançamento de três anos atrás.

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De acordo com dados da consultoria IDC, o novo smartphone “baratinho” conseguiu um aumento substancial nos três primeiros dias de venda. E isso mesmo sem trazer muitas novidades. O aparelho é uma versão com uma câmera do iPhone 14, com interior renovado para se equiparar ao iPhone 16.

Porém, o iPhone 16e chegou ao mercado custando US$ 170 a mais que o antecessor. No Brasil, a diferença de preço entre as duas gerações é de R$ 1.600. Um salto grande, mesmo considerando inflação e a troca da tela LCD por uma OLED com notch e maior ocupação da parte frontal.

Vendas do iPhone 16e não revertem tendência de queda na China

Ainda segundo a IDC, os números do iPhone 16e ainda são insuficientes para reverter a tendência de perda de mercado na China. Até porque, segundo o consultor Bryan Ma, os chineses se importam demais com a aparência e evitam ter um celular mais barato da Apple.

Estima-se que a Maçã perca 2% de sua fatia no mercado chinês este ano. E um baratinho que oferece menos em câmera e pouco armazenamento interno em sua versão base não é suficiente para melhorar a competitividade com fabricantes locais que têm celulares mais interessantes na mesma faixa de preço.

“A competição no Android será ainda mais acirrada, fortalecida por subsídios nacionais da China que beneficiarão significativamente o Android contra a Apple”, observou o diretor sênior da IDC, Nabila Popal. O governo chinês separou 300 bilhões de yuan (cerca de US$ 41 bilhões) para estimular a economia de consumo. Isso ajudou empresas como Xiaomi e Vivo, que viram aumento nas vendas de seus smartphones.

Enquanto isso, a Apple corre para tentar levar o Apple Intelligence para a China o quanto antes. A empresa viu uma queda de 11% no país durante as festas de fim de ano, e o iPhone é um dos maiores responsáveis por isso. No entanto, a companhia espera aumento nas receitas no período atual.

Por outro lado, o novo modelo deve ser responsável por um quinto das vendas de celulares da Maçã na Índia. Mas isso é esperado para o segundo semestre do ano, apenas.

Fonte: Bloomberg