A Play Store, loja oficial de aplicativos de Android, perdeu quase metade dos aplicativos que tinha disponíveis entre começo de 2024 até agora. Um relatório da Appfigures mostra que o marketplace tinha 3,4 milhões de apps globalmente, e agora possui apenas 1,8 milhão. E isso não é uma má notícia, pelo contrário.
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A redução está ligada, ao menos em partes, a um esforço do Google para reduzir a quantidade de aplicativos de baixa qualidade oferecidos para os usuários. Isso inclui não apenas apps fraudulentos e spam, mas também aplicativos que não oferecem muita funcionalidade ou foram abandonados pelo desenvolvedor.
Isso é uma boa notícia tanto para os usuários quanto para os desenvolvedores. No primeiro caso, porque reduz o esforço de procurar por apps interessantes, já que há menos aplicações inúteis (ou quase). No segundo caso, significa que está menos difícil se destacar e conseguir conquistar um público.
Mudança de política
Em julho de 2024, o Google anunciou que aumentaria a barra de exigências mínimas para um aplicativo ser publicado na Play Store. Com isso, a empresa passou a banir não só apps quebrados que travavam, não instalavam ou não funcionavam corretamente e passou a banir aqueles que tivessem “funcionalidade e conteúdo limitados”.
Isso inclui apps sem recursos específicos, como só texto ou PDFs. E também aqueles que oferecessem pouco conteúdo, como por exemplo um único papel de parede. Testes também começaram a ser removidos, bem como aplicações projetadas para não fazer nada ou sem função específica.
O Google ainda aumentou os requisitos de verificação e os testes obrigatórios de apps para novas contas de desenvolvedores. E também ampliou as avaliações humanas para verificar aplicativos e evitar fraudes. Adicionalmente, investimentos em IA também contribuíram com detecção de ameaças, além de políticas de privacidade mais rigorosas — o que pode incluir a exigência de os desenvolvedores compartilharem nome e endereço na listagem do app na União Europeia.
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Fonte: Appfigures, via TechCrunch
