Se o seu smartphone esquenta a ponto de incomodar nas mãos, é hora de agir. O superaquecimento não apenas afeta o desempenho imediato, mas degrada a saúde da bateria de forma permanente. Entender as causas é o primeiro passo para salvar seu aparelho.
Confira abaixo os cinco principais culpados pelo calor excessivo e o que fazer para resolver o problema.
1. O “casaco” de borracha
Muitos usuários protegem o celular com capas grossas de silicone ou emborrachadas. O problema ocorre quando o aparelho executa tarefas pesadas ou está na tomada. A bateria dissipa calor pela traseira e a capa funciona como um isolante térmico que prende essa temperatura no dispositivo.
A solução: remova a capa ao carregar o celular, durante o uso prolongado de GPS e câmeras ou quando for jogar.
A própria Apple recomenda essa prática em sua página de suporte oficial: “o carregamento do dispositivo quando ele está dentro de determinados tipos de capa pode gerar calor excessivo, o que pode afetar a capacidade da bateria”.
Qual capa usar para evitar problemas
Se você joga muito ou vive em cidades quentes, o ideal é fugir das capas de silicone grossas. Existem modelos projetados especificamente para deixar o celular “respirar”. Confira três opções que ajudam na dissipação:
- Capas perfuradas: também chamadas Mesh, possuem milhares de furos na traseira que permitem a circulação de ar. Veja ofertas na Amazon.
- Bumper cases: protegem apenas as laterais do aparelho, com uma moldura, e deixam a traseira totalmente livre para dissipar calor. Veja ofertas na Amazon.
- Capas gamer: feitas com grafeno ou metais condutores que puxam o calor para fora do aparelho. Veja ofertas na Amazon.
2. Jogar enquanto carrega
Este é o combo da morte para qualquer eletrônico. O carregamento gera calor químico natural da bateria. O processador, ao rodar um jogo, gera calor físico. Somar os dois ultrapassa o limite térmico seguro do hardware.
A solução: respeite a regra dos 20 minutos. Deixe o aparelho carregar um pouco em repouso antes de voltar a jogar.
Isidor Buchmann, CEO da Cadex Electronics e fundador do site Battery University, explica que o calor é o maior inimigo das baterias de íon de lítio. “As piores situações incluem manter uma bateria totalmente carregada em temperaturas elevadas”, afirma em um artigo sobre o porquê das baterias de smartphones não durarem tanto quanto as de veículos elétricos.
3. Brilho no máximo
Usar o brilho da tela em 100%, especialmente sob a luz do sol, exige muito do aparelho. O display é o componente que mais consome energia e, para manter a luminosidade alta, exige voltagem máxima. Isso esquenta o painel frontal e força a bateria.
A solução: ative o brilho automático ou reduza a intensidade manualmente sempre que estiver na sombra.
4. Sinal fraco e busca por torres
Insistir no uso de 4G ou 5G em áreas com sinal instável, como estradas ou subsolos, drena a bateria rapidamente. Quando o sinal é fraco, o modem do celular aumenta a potência da antena ao máximo para tentar se comunicar com a torre mais próxima. Isso gera calor localizado, geralmente na parte superior do telefone.
A solução: se o sinal estiver muito ruim e você não aguarda uma ligação urgente, ative o modo avião até chegar a um local com melhor cobertura ou Wi-Fi.
5. Apps travados em segundo plano
Às vezes, você fecha todos os aplicativos, mas o celular continua quente no bolso. Isso costuma ser causado por um processo “zumbi” — um app que travou enquanto exigia 100% do processador, sem você perceber. Redes sociais e navegadores são os vilões mais comuns nesse cenário.
A solução: reinicie o aparelho. Essa ação simples encerra todos os processos e dá um “respiro” ao sistema.
Dica bônus: o excesso de permissões
Muitos aplicativos, especialmente de redes sociais e varejo, solicitam acesso irrestrito a recursos como localização, microfone e dispositivos próximos. Se concedidas indiscriminadamente, essas permissões forçam o celular a manter sensores ativos em segundo plano o tempo todo.
A explicação: isso gera um trabalho constante para o processador, que não consegue “descansar” nem quando a tela está desligada. O resultado é um consumo silencioso de bateria e geração de calor.
A solução: acesse o menu de Privacidade ou Gerenciador de Permissões nas configurações. Remova o acesso à localização de apps que não precisam disso para funcionar — pense se o Instagram precisa mesmo saber onde você está para funcionar corretamente, por exemplo — ou configure para permitir apenas durante o uso do app.
O que NÃO fazer: jamais use a geladeira
Ao sentir o celular quente, a reação de algumas pessoas é colocá-lo na geladeira ou no freezer. Nunca faça isso.
A mudança brusca de temperatura causa um choque térmico e gera condensação interna. Gotas de água se formam dentro do aparelho e podem oxidar a placa-mãe ou disparar os sensores de umidade, o que anula a garantia.
Fabricantes como a Samsung alertam explicitamente em seus manuais: “Não guarde o aparelho em locais muito quentes ou muito frios […] o uso fora das condições ideais pode danificar o dispositivo”. O ideal é apenas deixar o celular quieto, em um lugar arejado, na sombra e sem capa, até que ele esfrie naturalmente.
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