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Outro fiasco: Apple corta 95% de marketing do Vision Pro

O ano de 2026 começa com sinais preocupantes para a Apple. Relatórios de mercado indicam que a empresa praticamente desistiu de tentar vender o Apple Vision Pro para o grande público na sua forma atual. A gigante de Cupertino reduziu em impressionantes 95% o investimento em publicidade digital para o headset.

Se você notou que os anúncios dos óculos de computação espacial sumiram da internet, não foi impressão. Segundo levantamento do Financial Times, a estratégia de marketing mudou drasticamente. A decisão aponta para uma admissão silenciosa de que o produto, lançado com promessa de revolução, atingiu um teto intransponível de vendas.

O silêncio vale mil palavras

No mercado de tecnologia, um corte dessa magnitude significa que o custo para convencer um novo cliente ficou alto demais. A Apple percebeu que quem tinha US$ 3.500 para gastar e interesse na tecnologia já comprou. O restante do público não será convencido por banners ou vídeos no YouTube enquanto o preço e a ergonomia não melhorarem.

O Vision Pro esbarrou na realidade prática. O peso excessivo, a bateria externa e o custo elevado demais transformaram o dispositivo em um item de nicho, muito distante da adoção em massa sonhada por Tim Cook.

Questionada pelo Financial Times, a Maçã preferiu não comentar sobre o assunto.

Uma sequência de erros?

A notícia do corte de verba do Vision Pro ganha peso extra pelo contexto. Ela chega logo após a recepção fria do iPhone Air no final de 2025. O celular ultrafino, outra grande aposta de design da marca, também enfrenta vendas abaixo do esperado e encalhe nas prateleiras. Concorrentes, inclusive, já teriam desistido de lançar suas próprias versões de celular ultra fino.

Essa coincidência cria um cenário raro: a Apple enfrenta dificuldades simultâneas com duas de suas principais inovações de hardware. Tanto a aposta na imersão, com o Vision Pro, quanto a aposta na forma, com o iPhone Air, não convenceram o consumidor a abrir a carteira.

O futuro da linha

O corte no marketing não significa a morte do projeto, mas sim uma hibernação comercial. A Apple deve manter o suporte de software e focar os recursos de engenharia na criação de uma versão mais barata e leve.

Por enquanto, o Vision Pro deixa de ser a estrela dos comerciais e volta a ser, na prática, um kit de desenvolvimento de luxo. Para 2026, a ordem em Cupertino será arrumar a casa e entender por que o público parou de embarcar cegamente em suas novas propostas.

Enquanto isso, o mercado que seria disputado pelo headset tem domínio de cerca de 80% da Meta, com a linha Meta Quest. O preço do dispositivo desenvolvido pela empresa de Mark Zuckerberg é bem mais atraente: cerca de US$ 400 cada unidade. O produto, no entanto, é considerado inferior ao modelo da Apple.

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