A aparição repentina do aplicativo Tela Brasil na Play Store no fim de semana pegou o público de surpresa e gerou uma onda de downloads imediatos por quem aguarda o serviço de streaming estatal. A plataforma, que é uma espécie de “Netflix gratuita” exclusiva de filmes nacionais, ainda está em fase de testes e deve ser lançada até o final de março, segundo o governo.
De fato, quem instalou o aplicativo encontrou um ambiente instável e um catálogo incompleto. O Ministério da Cultura lançou uma nota na segunda-feira, 19, para explicar que o lançamento ainda não ocorreu, diferente do que muitos sites e portais publicaram nos últimos dias. O app já foi removido da loja do Android e o link, apesar de estar disponível no Google, dá erro.
O Ministério da Cultura (MinC) informa que a plataforma gratuita de streaming Tela Brasil ainda não foi lançada. Não procede a informação que vem sendo divulgada de que o serviço já estaria disponível. A plataforma e seus aplicativos (versões Android e IOS) encontram-se em fase final de testes, com lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2026.
O que esperar do serviço
Passado o susto do vazamento, a expectativa pelo produto final continua alta. O Tela Brasil tem a promessa de democratizar o acesso à produção audiovisual nacional sem cobrar mensalidade. O projeto recebeu um investimento inicial de R$ 4,4 milhões e deve estrear com um catálogo superior a 500 obras.
A lista inclui desde clássicos do cinema brasileiro até produções recentes e filmes indicados ao Oscar que muitas vezes não encontram espaço nas plataformas estrangeiras pagas. A iniciativa também visa atender escolas e instituições de ensino para facilitar a exibição de conteúdo nacional em sala de aula. Enquanto a data correta não chega, o governo recomenda aguardar os canais oficiais e evitar versões instáveis do aplicativo.
O projeto é uma parceria entre a Secretaria do Audiovisual (SAV) e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e reúne acervos históricos e produções contemporâneas. A promessa inicial é de um catálogo com aproximadamente 550 obras:
- Filmes brasileiros que já foram indicados ao Oscar.
- Acervo restaurado da Cinemateca Brasileira, CTAv e Funarte.
- Documentários e obras da Fundação Cultural Palmares.
- Curtas, médias e longas-metragens de todas as regiões do país.
Para quem conseguiu baixar o app antes de ser removido da Play Store, fica o alento de que ainda é uma versão de testes. Para quem não conseguiu experimentar, a boa notícia é que não deve demorar para o lançamento oficial acontecer, e a promessa é que a plataforma esteja amplamente disponível também para iOS, e não apenas Android.
Bom notar, no entanto, que o material de divulgação oficial diz que o público-alvo são escolas de edução básica, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas públicas e afins.
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